Pacientes infectados pelo HIV que desenvolvem SIDA são admitidos atualmente na UTI principalmente por baixa aderência à terapêutica específica (TAR) ou pelo diagnóstico “de novo”. Sobre as possíveis causas, estratégias diagnósticas e suporte para esse problema, considere as seguintes afirmativas:
1. Em pacientes com SIDA, no contexto de alteração radiológica típica, tosse e insuficiência respiratória, a dosagem plasmática de Beta-D-glucana apresenta um excelente valor preditivo positivo confirmando a suspeita diagnóstica preditivo negativo, refutando a hipótese de pneumocistose (pneumonia causada por Pneumocystis jirovecii).
2. Trimetoprim-sulfametoxazol é a droga de escolha no tratamento da pneumocistose associada com corticoide nas formas graves, entretanto, nas formas menos graves ou após > 72 h do início da terapia anti-Pneumocystis, não existe indicação formal para iniciar o corticoide.
3. Piora clínica evidente após início da TAR específica em um paciente com contagem de CD4 menor que 100 cel/uL e que já estava com melhora clínica sob tratamento para meningite por criptococo, sugere a presença de processo inflamatório devido à reconstituição imune.
4. A coinfecção pelo vírus da hepatite C vem emergindo como uma das principais causas de mortalidade entre pacientes com SIDA, principalmente devido a taxas maiores de infecção entre os pacientes HIV do que na população geral e pelo risco muito maior da hepatite C evoluir com cirrose na coinfecção com HIV.
Assinale a alternativa correta.