Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
No texto, marcas da informalidade em tom de oralidade da escrita são perceptíveis, e há um eu-lírico disposto a dar conselhos ao leitor, utilizando-se de verbos no imperativo (recria-remove-recomeça-faz). Isso sugere que o poema se serve de uma linguagem cuja função é