Corte de Haia proíbe Japão de caçar baleias na Antártida
O Tribunal Internacional de Justiça de Haia determinou que o Japão suspenda a caça às baleias no mar da Antártida, afirmando que Tóquio está desenvolvendo uma atividade comercial camuflada de investigação científica.
"O Japão deve revogar todas as autorizações e licenças no quadro do Jarpa II (programa japonês de caça à baleia na Antártida) e deixar de conceder novas autorizações em nome do programa", disse o juiz Peter Tomka, presidente do órgão judicial máximo da ONU.
Considerando que Tóquio não está respeitando uma moratória que proíbe a caça à baleia, a não ser que a prática se destine a fins científicos, os australianos pediram ao tribunal que ordenasse o fim do programa Jarpa II. O Japão, segundo argumentam, teria caçado mais de 10 mil baleias desde 1988.
A Comissão Baleeira Internacional decretou uma proibição à caça comercial à baleia em 1986. O Japão assinou a moratória, mas continuou caçando, alegando fins científicos. E nunca fez segredo de que a carne dos animais abatidos é consumida e apreciada pelos japoneses.
De acordo com a entidade ambientalista Sea Shepherd, a proibição da caça às baleias pelos japoneses na Antártida é crucial para a sobrevivência dos mamíferos marinhos na região. Além do Japão, Noruega e Islândia também defendem a prática. Eles desrespeitam a moratória alegando que a atividade faz parte de suas tradições.
O Japão se disse "profundamente desapontado" com a proibição, mas prometeu cumprir a determinação.
Adaptado. http://www.cartacapital.com.br
Assinale a alternativa em que a regência nominal NÃO é a mesma que em “camuflada de investigação”.