O patrimônio arqueológico da Amazônia é
um testemunho material de um conhecimento sofisticado sobre o ambiente
tropical e a melhor maneira de tirar dele o sustento para milhões de
pessoas, sem destruí-lo. Destruir o patrimônio arqueológico da Amazônia
equivale a praticar, pela segunda vez, o genocídio que teve início em
1942, com a chegada de Cristóvão Colombo à América.
Acima de
tudo, ignorar a necessidade de proteger e preservar o patrimônio
arqueológico da Amazônia significa perpetuar no imaginário popular a
crença de que as grandes sociedades foram as dos gregos, dos egípcios,
dos incas e dos maias, ou seja, aquelas que estão distantes. Assim, é
como se enxergássemos no outro a face de nossa própria inferioridade e
fragilidade, sem a consciência da legitimidade e grandeza da nossa
própria história, uma história que pode proporcionar aos brasileiros da
Amazônia o sentido de identidade e dignidade necessário ao exercício
pleno de sua cidadania.
Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. n. 33, 2007 (com adaptações).
Considerando o texto apenas como motivador, julgue o seguinte item, acerca da arqueologia contemporânea.
A criação de parques de proteção ambiental garante a gestão compartilhada de bens de direito coletivo, como os vestígios arqueológicos e os recursos naturais.