A seguir, leia o fragmento do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e responda a questão:
“Não obstante os meus quarenta e tantos anos, como eu amasse a harmonia da família, entendi não tratar o casamento sem primeiro falar ao Cotrim. Ele ouviu-me e respondeu-me seriamente que não tinha opinião em negócio de parentes seus. Podiam supor-lhe algum interesse, se acaso louvasse as raras prendas de Nhã-Loló; por isso calava-se. Mais: estava certo de que a sobrinha nutria por mim verdadeira paixão, mas se ela o consultasse, o seu conselho seria negativo. Não era levado por nenhum ódio; apreciava as minhas boas qualidades, - não se fartava de as elogiar, como era de justiça; e pelo que respeita a Nhã-Loló, não chegaria jamais a negar que era noiva excelente; mas daí a aconselhar o casamento ia um abismo.
– Lavo inteiramente as mãos, concluiu ele.
– Mas você achava outro dia que eu devia casar quanto antes...
– Isso é outro negócio. Acho que é indispensável casar, principalmente tendo ambições políticas. Saiba que na política o celibato é uma rêmora* . Agora, quanto à noiva, não posso ter voto, não quero, não devo, não é de minha honra.”
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1987.
● Remora - sf Zoofilia Peixe Marinho de menos de 40cm de comprimento que tem ventosa no alto da cabeça, o que lhe permite fixar-se a qualquer sólido e ser assim conduzido por outros peixes, cetáceos e até barcos. (Os antigos acreditavam que as rêmoras eram capazes de deter navios.) |
“Mais: estava certo de que a sobrinha nutria por mim verdadeira paixão, mas se ela o consultasse, o seu conselho seria negativo”.
Conforme a correlação dos tempos dos verbos grifados, a alternativa em que a mantém, respectivamente, sem inadequação de sentido é: