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1846561 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda às três questões que se seguem:
IHU On-Line - A cada 2 horas uma mulher é assassinada no Brasil. Que regiões sofrem mais com o problema da violência contra a mulher?
Ângela Maria Pereira da Silva Eu atribuo esta realidade a questão da impunidade do homem que está em situação de violência. A aplicabilidade da Lei Maria da Penha, neste sentido, faz muita diferença. Além da impunidade, outro aspecto importante neste contexto é a questão sócio-cultural da violência entre homens em relação às mulheres.
IHU On-Line – Existe um perfil deste homem?
Ângela Maria Pereira da Silva – Não tem como caracterizá-lo. Na realidade, há uma série de fatores que conspiram e que contribuem para uma postura mais agressiva por parte do homem, o que não justifica a prática de violência. Percebemos que muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher e acabam perpetuando isto em suas próprias famílias.
Então, na verdade, esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento e acabam reproduzindo isto com suas companheiras. Também temos um número crescente de pessoas que acabam se vinculando às substâncias psicoativas, o que desperta um comportamento mais agressivo em algumas pessoas. Além disso, o quadro da pobreza e da miserabilidade também afeta o nível de estresse das pessoas e muitas delas buscam a força para fazer valer os seus desejos sobre o outro. IHU On-Line – Por que as mulheres têm medo de denunciar?
Ângela Maria Pereira da Silva – Há um número cada vez mais ampliado de mulheres que estão rompendo com este silêncio. Aqui no Centro Jacobina, constatamos que ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio, tais como a dependência econômico-financeira, a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...] (Adaptado)
Pelo menos três situações justificam o emprego dos pronomes demonstrativos este/a; isto, segundo a gramática normativa: a) na remissão
a um período de tempo presente; b) na remissão textual, em indicação de fato passado; ou c) na remissão a termos próximos. Julgue as
explicações fornecidas a seguir sobre o emprego desses pronomes no texto, assinalando V (Verdadeiro) ou F (Falso):
( ) O uso do pronome em “eu atribuo esta realidade” atende à primeira regra, já que, no processo enunciativo, atualiza-se o fato experienciado pelas mulheres, no caso a violência.
( ) A remissão por meio de “isto” em “acabam perpetuando isto em suas famílias” fere a segunda regra, visto que “resumir/encapsular” a ideia expressa no período precedente favoreceria o uso anafórico do pronome, logo “isso”.
( ) Na frase: “esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento”, embora o sintagma em destaque faça remissão a uma informação do período anterior, deve ter prioridade, na aplicação da regra, a relação de proximidade entre os referentes, daí seria inadequado o uso de “essa”.
( ) Em “ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio” há uma falha no uso do demonstrativo, uma vez que foi desconsiderada a proximidade entre “rompendo com este silêncio” e “nesse rompimento do silêncio”, sendo mais apropriado o uso de “este”.
( ) O sintagma “este silêncio” sumariza o conteúdo da pergunta relativa ao “medo de denunciar”, evidenciando que a função de retomada não é exclusiva do pronome e que o processo de referenciação não se limita à remissão a “termos”.
Feita a análise das proposições, a sequência que corresponde CORRETAMENTE à questão é
 

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