Leia o texto para responder à questão.
Arte sobre a pobreza tem mais impacto que pesquisas
A forma como livros e filmes mostram populações pobres ou países em desenvolvimento influencia mais as organizações multilaterais do que pesquisas econômicas.
Pelo menos é o que afirmam três pesquisadores que publicaram um estudo pelo Banco Mundial em junho e que, recentemente, lançaram um livro sobre esse tema. O raciocínio dos autores é que as instituições multilaterais são compostas por governos, que, por sua vez, são influenciados pelas opiniões do público de seus países.
E pouca gente lê artigos. O que se sabe sobre um país pobre é, geralmente, descoberto em livros e filmes.
Dennis Rodgers, um dos autores e professor de sociologia da Universidade de Glasgow, diz que isso pode ser positivo: um relatório nunca fará alguém ser voluntário por uma causa, mas um filme teria esse poder.
O estudo, no entanto, diz que pode haver falhas nos retratos de pobreza. Rodgers lista dois: a simplificação excessiva e a figura do europeu ou do americano “herói”.
“Na maioria dos filmes, o conhecimento, a tecnologia e a bondade vão do Norte para o Sul. E, se olharmos para como o desenvolvimento funciona, muitas inovações vieram do Sul para o Norte”.
O filme Cidade de Deus é citado como “um dos primeiros a chamar a atenção, no circuito de cinema dos países ricos, para o tema da violência urbana, crítico para o desenvolvimento econômico”. No texto, os autores lamentam que ele seja exibido em universidades como um “quase documentário”, algo que ele não se propõe a ser.
(Felipe Gutierrez. Folha de S.Paulo, 15.12.2013. Adaptado)
Releia a seguinte passagem do texto:
O estudo, no entanto, diz que pode haver falhas nos retratos de pobreza. Rodgers lista dois: a simplificação excessiva e a figura do europeu ou do americano “herói”.
É correto concluir que a simplificação excessiva a que Dennis Rodgers, um dos autores do estudo, refere-se encontra correspondência no fato de o filme Cidade de Deus