Originado do Movimento de Reforma Sanitária, o Sistema Único de Saúde (SUS) não foi implantado para dar acesso à consulta e cura de doenças aos usuários. A proposta do SUS foi construída sobre as bases da concepção ampliada de saúde, que está inserida na Constituição Nacional, quando se refere ao modelo de atenção à saúde em que o princípio da integralidade articula as manifestações do processo saúde/ doença a determinantes sociais (UFSC, 2012). Nesse sentido, é importante pensar no processo saúde/doença de forma integrada, para além da concepção biomédica.
Dessa forma, analise as afirmativas a seguir no que se refere à concepção de Vulnerabilidade e à Clínica Ampliada.
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I. Nas intervenções em que se faz uso da ferramenta da Clínica Ampliada, a vulnerabilidade dos usuários/comunidades precisa ser conhecida pela equipe, no sentido de possibilitar a construção voltada às necessidades reais dos usuários e comunidades, utilizando como ponto importante nos diagnósticos as condições dos grupos sociais, de maneira participativa, assim como a redefinição dos objetos de intervenção e a análise crítica das práticas de saúde. II. A perspectiva da vulnerabilidade na Clínica Ampliada nega o aspecto biológico do ser, tendo uma direção de ações coletivas da saúde verticalizada, ou seja, centraliza na responsabilidade e culpabilização individual dos usuários por sua saúde. III. Pensar a vulnerabilidade das pessoas e de sua saúde é identificar os aspectos subjetivos, sem necessariamente analisar os aspectos estruturais que a produzem. Considera o processo de exclusão social de forma individualizada e de responsabilidade dos sujeitos. IV. O modelo de vulnerabilidade relaciona os aspectos individuais, sociais e dos serviços de saúde, reconhecendo, também, a determinação social da doença e a necessidade de se renovarem as práticas de saúde como práticas sociais e históricas, envolvendo diferentes setores da sociedade. |
Está CORRETO o que se afirma apenas em