O envio de duzentos cientistas à Antártida representará o reinício da pesquisa biológica e meteorológica brasileira no continente, depois do incêndio que destruiu a base que o Brasil operava ali desde 1984. A Marinha brasileira ainda não construiu a base definitiva que substituirá a Estação Antártida Comandante Ferraz, e, por isso, os pesquisadores trabalharão em contêineres provisórios que funcionarão como laboratórios e dormitórios.
Um primeiro navio polar da Marinha zarpará rumo à Antártida com os contêineres e todo o material científico e logístico necessário para a manutenção da base provisória durante o próximo verão austral, quando as temperaturas mais amenas permitem as atividades.
A maioria dos cientistas viajará de avião e permanecerá na base provisória conforme as exigências de seus estudos, e outros irão em um segundo navio polar da Marinha. Nos contêineres, dotados com laboratórios para química, meteorologia e aquários, poderão alojar-se cerca de oitenta pesquisadores, sem contar os militares e as pessoas que trabalharão na construção da nova estação. Os demais cientistas trabalharão nos navios polares.
Apesar de os pesquisadores responsáveis pelos estudos na Antártida terem mantido suas atividades desde o incêndio de fevereiro de 2012, que deixou o Brasil sem base no continente branco, os cientistas não tinham voltado a pisar no gelo. Alguns estudos foram realizados a partir de navios brasileiros e outros, em universidades com os dados meteorológicos coletados pelos instrumentos que ainda funcionam na Antártida.
Internet: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/brasil> (com adaptações).
Em relação às ideias e aspectos linguísticos do texto, julgue o item a seguir.
A oração “que ainda funcionam na Antártida” particulariza o sentido do termo “instrumentos”.