Leia com atenção os trechos abaixo:
"Penso, em primeiro lugar, que se eu quisesse dedicar-me ao ensino da juventude, deveria renunciar a prosseguir minhas investigações filosóficas. Por outro lado, ignoro dentro de que limites minha liberdade filosófica deveria ser contida para que não parecesse que quero perturbar a religião oficialmente estabelecida; [...]" (SPINOZA, B. Carta a J. Luis Fabrício, Profesor de la Universidad de Heildelberg y Consejero del Elector Palatino (30 de marzo de 1673) . In: Epistolario de Baruch de Spinoza. Buenos Aires: Milá-Editor, 1988, p.153)
"A relação entre a filosofia, sua difusão ou seu ensino, e o Estado, teve uma origem trágica." (CERLETTI, Alejandro. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009, p.65)
"Hoje em dia, a filosofia não é exercida como uma arte privada - como ocorria na Grécia clássica - mas ela tem uma existência oficial que concerne ao público, posto que está fundamentalmente a serviço do Estado." (HEGEL, apud, MACHEREY, P. Faire de la philosophie em France aujourd'hui. In: MARCHAL,F.(coord). L"enseignement de la philosophie à la croisèe des chemins. Paris: CNDP, 1994. p.113).
Estabelecendo uma relação entre os trechos acima, pode-se considerar como "uma origem trágica":