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2518760 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia os textos 3 e 4 para responder a questão.
Texto 3
“Waly Salomão, ‘se não chegou a se tornar tudo, foi muitas coisas’, pontua Paulo Leminski em texto ao final deste volume. Atuando como poeta, ensaísta, letrista, articulador cultural, diretor de espetáculos, artista visual e homem público, Waly sempre encadeou sua produção literária com as diversas manifestações culturais que surgiam no Brasil entre as décadas de 1970 e 2000.
Desde “Me segura qu’eu vou dar um troço” (1972), seu livro de estreia, iniciado durante um episódio de confinamento no Carandiru, sua obra transmite um forte anseio pela liberdade, subvertendo qualquer rigidez de gêneros ainda vigente.
Em “Gigolô de bibelôs” (1983), seu segundo livro, o seguinte verso ecoa: ‘Tenho fome de me tornar um tudo o que não sou’; e ao fim do mesmo livro: ‘Minha sede não é qualquer copo d’água que mata’. Faminto e sedento, Waly busca abolir fronteiras e confrontar-se com os limites – entre o eu e o outro, entre a poesia e a lírica, entre a arte e a vida.
Seus versos continuaram reinventando ao longo dos anos 1990 e 2000, e livros como “Algaravias” (1996) consolidaram seu papel de expoente na vanguarda brasileira e experimentador máximo da linguagem”.
(SALOMÃO, Waly. Poesia total. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. *orelha da capa)
Texto 4
ESCRITA – A inovação revolucionária, implícita na ideia de vanguarda, pode ser induzida artificialmente ou é resultante de um longo processo de maturação social?
ANTONIO CANDIDO – Em princípio, uma pseudovanguarda pode ser artificialmente montada, sem razão-de-ser profunda. Quanto às outras, nos termos propostos acima, há uma escolha deliberada, mas esta é suscitada por estímulos que favorecem e mesmo solicitam a atitude de renovação radical e constante. Esta é um traço do nosso tempo, e portanto resulta também de condições sociais. Eu diria que a literatura não pode nem deve ser apenas vanguarda; mas que as vanguardas têm sido o sal do nosso tempo.
(CANDIDO, Antonio. Vanguarda: renovar ou permanecer. In Textos de Intervenção. São Paulo: Duas Cidades, Ed. 34, 2002 - *Este trecho é transcrição parcial da entrevista “Antonio Candido e os condenados à vanguarda”, publicada na revista Escrita, número 2, ano I, São Paulo, 1975)
Relacionando os textos 3 e 4 e considerando a posição de Antonio Candido em relação à vanguarda literária brasileira, pode-se atribuir ao crítico a seguinte afirmativa
 

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