Um paciente HIV positivo em uso de cHaart foi internado com imunodeficiência grave por adesão incorreta à terapia antirretroviral, devido à linfadenopatia mediastinal por Mycobacterium avium. O paciente foi tratado com claritromicina, etambutol e rifabutina diariamente. Após dois meses de tratamento e adesão correta ao cHaart, a carga viral ficou indetectável e a contagem de CD4 normalizou. Três meses após o início do tratamento, o paciente apresentou dor e hiperemia no olho esquerdo, com diminuição da acuidade visual: olho direito, 20/20; olho esquerdo, 20/60. O exame biomicroscópico revelou uveíte com hipópio.
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Em relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
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I A uveíte provavelmente é secundária ao uso de rifabutina e, independente do status de HIV, as manifestações oftálmicas secundárias ao uso de rifabutina podem ser uveíte e depósitos na córnea.
II A menos que usado em combinação com outros medicamentos, o desenvolvimento de uveíte por esse medicamento é raro, quando usado em dosagem profilática.
III A uveíte foi induzida por claritromicina e geralmente se manifesta como uma uveíte posterior não-granulomatosa, unilateral ou bilateral, frequentemente associada ao hipópio.
IV A descontinuação do medicamento é necessária, pois os pacientes que desenvolvem uveíte durante a terapia com esse fármaco geralmente não respondem ao tratamento tópico com corticosteroides e agentes cicloplégicos.
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Estão certos apenas os itens