O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas quatro décadas. Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.
O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. O câncer que acomete a criança geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação; o que ocorre no adulto costuma afetar as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (como no câncer de mama e no câncer de pulmão). Doenças malignas na infância, por serem predominantemente de natureza embrionária, são constituídas de células indiferenciadas, o que, em geral, determina uma melhor resposta aos métodos terapêuticos atuais.
No adulto, em muitas situações, o surgimento do câncer está associado claramente aos fatores ambientais, como é o caso do câncer de pulmão, por exemplo, que está associado ao fumo. Nos tumores ocorridos em crianças e adolescentes, até o momento, não existem evidências científicas que nos permitam observar claramente essa associação. Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce e à orientação terapêutica de qualidade.
Internet: <www.inca.gov.br> (com adaptações).
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