Mcluhan diz que “todas as palavras do mundo não bastam para descrever um balde, embora seja possível dizer, em poucas palavras, como se faz um balde”. Para explicar algum objeto/fenômeno, usa-se o discurso semiológico construído a partir das representações adquiridas pelos sujeitos, e as ideologias fazem parte desse universo dos meios comunicacionais. Consequentemente, a arte faz esse papel.
O Rancho da Goiabada
João Bosco
Os boias-frias quando tomam umas biritas
Espantando a tristeza
Sonham, com bife à cavalo, batata frita
E a sobremesa
É goiabada cascão, com muito queijo, depois café
Cigarro e o beijo de uma mulata chamada
Leonor, ou Dagmar
Amar, um rádio de pilha um fogão jacaré a marmita
O domingo no bar, onde tantos iguais se reúnem
Contando mentiras pra poder suportar aí
São pais de santos, paus de arara, são passistas
São flagelados, são pingentes, balconistas
Palhaços, marcianos, canibais, lírios pirados
Dançando, dormindo de olhos abertos
À sombra da alegoria
Dos faraós embalsamados
Em resumo, pode-se analisar O Rancho da Goiabada, música composta por Aldir Blanc e João Bosco em 1978, como sendo a expressão da: