Acione o GPS
Um relatório deve responder às demandas de sua audiência, ou seja, das pessoas que o encomendaram e o receberão. Não se trata de escrever o que você quer escrever ou o que você considera importante escrever. É o contrário disso. Trata-se de escrever o que os outros querem saber. Para descobrir tudo isso, pergunte aos interessados. Pergunte ao chefe, ao cliente, ao fornecedor, a quem, no final das contas, solicitou o documento, o que eles querem saber. Os interesses de sua audiência são o seu GPS na hora de escrever. Saber exatamente aonde quer chegar com o seu relatório é a alma do negócio.
Às vezes, a pergunta mais importante de quem encomendou o documento aparece de forma subliminar. Uma companhia que contrata uma consultora contábil para analisar as operações de uma das filiais pode estar atrás de eventuais desvios. Então, cá pra nós, a pergunta embutida no trabalho, mas nunca revelada em voz alta é: alguém roubou? Quem? Quanto? Como? Você terá de responder a essas dúvidas também de maneira subliminar – ou direta, se o desvio for comprovado. Já um relatório sobre a viabilidade econômica de um novo produto no mercado quer saber, no fundo, no fundo, uma coisa só: vai dar lucro? Quando? Quanto?
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(SALVADOR, Arlete. Acione o GPS. In: . Para escrever bem no trabalho: do WhatsApp ao relatório. São Paulo: Contexto, 2015. p. 79-80.)
Qual das afirmações apresentadas abaixo está correta?