“Se um índio Xokleng¹
subjaz no teu crime branco
limpo depois de lavar as mãos
[...]
Se um índio Xokleng
dorme sob a terra
que arrancaste debaixo de seus pés,
sob a mira de tua espingarda
dentro de teus belos olhos azuis
Se um índio Xokleng
emudeceu entre castanhas, bagas e conchas
de seus colares de festa
graças a tua força, armadilha, raça
[...]
Veste a carapuça
e ensina teu filho
mais que a verdade camuflada
nos livros de história”
¹Povo indígena localizado no estado de Santa Catarina
Fonte: Poema para um
índio Xokleng. BELL, Lindolf. O código das águas. 5. ed. São Paulo: Global, 2001
Em uma aula sobre a presença dos povos indígenas no Brasil e os conflitos com os imigrantes ao redor do país, a professora levou o poema acima com a intenção de ressaltar: