Uma paciente de 23 anos de idade procura o serviço de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, queixando-se de não conseguir abrir a boca e de “ter a cara torta”. A paciente relata ter sofrido queda da própria altura aos 4 anos de idade, que deixou uma cicatriz no mento. Ao exame físico, verificam-se desvio da linha média mandibular para a esquerda e perfil côncavo. A abertura bucal é de 17 mm. Notam-se ainda má oclusão com relação dentária em classe 2 de Angle e desvio da linha média inferior para a esquerda. Saturação de oxigênio de 96%, frequência cardíaca de 82 bpm e frequência respiratória de 17 rpm foram apresentadas no exame físico. A paciente deseja melhorar a respectiva oclusão e corrigir a assimetria facial.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Após deixar o forame oval do osso esfenoide, o ramo mandibular do V par craniano emite o nervo alveolar inferior, que cruza obliquamente o espaço pterigomandibular posteriormente ao nervo lingual para penetrar no canal mandibular. Durante a execução de uma osteotomia de separação sagital, que pode ser usada tanto para avanço quanto para recuo mandibular, o nervo alveolar inferior pode ser lesado, com consequente diminuição da sensibilidade do lábio e do mento, o que constitui a principal desvantagem dessa técnica.