D.F., 50 anos, é hipertenso, obeso e sedentário, tem história de dispneia aos esforços e fadiga rápida, com piora súbita e progressiva hoje pela manhã, apresentando !$ SpO_2 !$ de 75% em ar ambiente. No P.S., refere ter estado normal ontem e ao levantar-se hoje. Ao exame, o paciente está ansioso, mas colaborativo, PA 125x90 mmHg, FC 125 bpm, T 37,6C, FR 22 ipm, !$ SpO_2 !$ 85% (névoa 5 L/min de O2). ECG sem particularidades. Raios X com infiltrado alveolar peri-hilar e bases bilateral. Ultrassom pulmonar com ao menos 6 linhas B por campo em áreas basais bilateralmente e discreto derrame pleural à direita. Ecocárdio realizado três dias antes, a pedido do seu cardiologista, apresenta AE = 48 mm, VDFVE = 90 mm, VSFVE = 41 mm, fração de ejeção = 55%, função sistólica global normal, relação E/A = 1,4 e relação E/e´ = 13, sem alterações estruturais valvares e pericárdio normal. Os exames laboratoriais coletados na emergência apresentam hemograma com Hb = 14,5 g/dL, VG = 43%, leucócitos = 14500/!$ mm^3 !$, neutrófilos = 10500/!$ mm^3 !$, bastões de 9%, proteína C reativa = 30 mg/L, dímero-d = 350 ng/mL, creatinina = 1,5 mg/dL, ureia = 35 mg/dL, potássio = 4,5 mEq/L, troponina-I 0,05 ng/mL (0,05 ng/dL corresponde ao 99º percentil). Uma proposta terapêutica inicial adequada para o caso é: