Caso clínico: uma paciente de 14 anos de idade deu entrada, há três dias, no pronto-socorro com quadro de febre há quatro dias, sempre maior que 38,5 °C, associada a dispneia, e história de emagrecimento e cansaço aos médios esforços, que havia piorado nas últimas 48 horas. De antecedentes, há história de febre reumática há dois anos. Realizou extração dentária há cinco dias e, segundo a mãe, não fez uso de nenhum medicamento antes do procedimento. Na admissão, está taquidispneica, febril, acianótica, anictérica, hipocorada (+/4), hipoidratada (+/4), com olhar ansioso, AP MV presente, simétrico, com estertores bolhosos bilateralmente, AC RR em três tempos, B2 hiperfonética, sopro sistólico em rebordo esternal, ABD flácido, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, EXT. leve edema de membros inferiores, sem cianose, presença de lesões hemorrágicas subungueais, e o fundo de olho revelou pontos hemorrágicos na retina. Foram tomadas as primeiras medidas, que tiveram boa resposta. Após 24 horas de internação, a paciente estava com o quadro controlado, quase eupneica. Os exames iniciais mostravam leucocitose, com desvio à esquerda, ASLO positiva, hemoculturas coletadas em dois sítios distintos com crescimento parcial de coco gram-positivo. O ecocardiograma evidenciou estenose aórtica moderada e insuficiência mitral, com vegetação.
A medida terapêutica que poderia ter evitado o desenvolvimento dessa complicação seria a profilaxia secundária para febre reumática bem realizada. Considerando a evolução, a profilaxia para essa paciente deveria ser feita com penicilina benzatina