Texto CB1A1
Efeitos positivos sobre o metabolismo lipídico e glicídico, sobre a pressão arterial, a composição corporal, a densidade óssea, os hormônios, os antioxidantes, e ainda sobre o trânsito intestinal e as funções psicológicas aparentam ser as principais evidências da ação protetiva da atividade física contra doenças crônicas.
O corpo humano foi programado para exercitar-se, especialmente para fazer caminhadas. Há evidências de que a atividade física, como caminhadas regulares, produz bons resultados para a saúde: diminui pela metade o risco do diabetes; em mais de 25%, o risco de acidente vascular encefálico; o de certos tipos de câncer; o de resfriados; e previne ou melhora quadros de depressão.
Nos Estados Unidos da América (EUA), verificou-se que a atividade física regular moderada baixa as taxas de mortalidade em idosos, e a atividade física mais intensa diminui a mortalidade em jovens e adultos. Nesse país, a atividade física regular está associada à diminuição do risco de desenvolvimento de condições crônicas de saúde; à redução de fraturas por osteoporose; ao controle do peso; à manutenção de ossos, músculos e articulações saudáveis; à melhoria do movimento de pessoas idosas; e à promoção do bem-estar e de melhor qualidade de vida. Na Europa, resultados semelhantes foram identificados, mostrando que a atividade física regular diminui a mortalidade e a morbidade por doenças cardiovasculares, os riscos de câncer de colo de útero e de mama, e o risco de diabetes tipo 2.
A capacidade cardiorrespiratória, associada à atividade física, tem sido considerada como um dos mais importantes fatores relacionados a todas as causas de mortalidade, especialmente às mortes por doenças cardiovasculares, independentemente do peso corporal. Cientes dos evidentes resultados positivos da atividade física na saúde, a Organização Mundial da Saúde e a Federação Internacional de Medicina de Esportes recomendam que as pessoas aumentem gradualmente o tempo de suas atividades físicas até atingirem uma atividade física moderada de 30 min diários, esclarecendo que atividades mais intensas como corridas, ciclismo, tênis, natação e futebol podem prover, se indicadas, benefícios adicionais. A atividade física recomendada deve ter intensidade pelo menos moderada e deve ser frequente, ou seja, diária. Essa proposta de atividade moderada pode ser incorporada ao dia a dia e não se deve restringir aos momentos de lazer, podendo ser praticada também nos ambientes de trabalho, durante as atividades domiciliares e no transporte, o que permite ampliar os seus benefícios para além das pessoas que normalmente se interessam pelas práticas de exercícios vigorosos e de esportes.
Não obstante a crescente divulgação dos benefícios da atividade física, ela é pouco praticada no Brasil. Para mudar esse quadro, ações voltadas para o estímulo às atividades físicas já vêm sendo executadas em diferentes municípios brasileiros, como Aracaju, Belo Horizonte, Recife e Vitória, com evidências de sua eficácia para a melhoria da saúde dos que aderiram à ideia.
Eugênio Vilaça Mendes. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2012, cap. 6, pp.192-193. Internet: bvsms.saude.gov.br (com adaptações).
No que se refere à pontuação, estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CB1A1 caso