Para responder a questão de gramática, segue como referência um fragmento de texto da obra de Machado de Assis:
"Luís Garcia transpunha a soleira da porta, para sair, quado apareceu um criado e lhe entregou esta carta: "5 de outubro de 1866".
Sr. Luis Garcia - Peço-lhe o favor de vir falar-me de uma a duas horas da tarde. Preciso de seus conselhos, e talvez de seus objetivos obséquios, - VALÉRIA."
- Dia que irei. A senhora está cá no morro?
-Não. senhor, está na rua dos inválidos.
Luis Garcia era funcionário público. Desde 1860 elegera no lugar menos povoado de Santa Teresa uma habitação modesta, onde se meteu a si e a sua viuvez. Não era frade, mas queria como eles a solidão e o sossego. A solidão não era absoluta, nem o sossego ininterrompido; mas era sempre maiores e mais certos que cá embaixo. Os fraudes que, na puerícia da cidade, se tinham alojado nas maiores e mais certos que cá embaixo. Os frades que, na puerícia da cidade, se tinham alojado nas outras colinas, desciam muita vez - ou quando o exigia o sacro Ministério, ou quando o governo precisava da espada canônica, - e as ocasiões não eram raras; mas geralmente em derredor de suas casa não ia soar a voz da labutação cívil. Luis Garcia podia dizer a mesma coisa; e, porque nenhuma vocação apostólica o incitava a abrir a outros a porta de seu refúgio, podia dizer-se que fundara um convento em que ele era quase toda a comunidade, desde prior até noviço.
No momento em que começa esta narrativa tinha Luis Garcia quarenta e um anos. Era alto e magro um começo de calvo, barba raspada, ar circunspecto. Suas maneiras eram frias, modestas e corteses: a fisionomia um pouco triste. Um observador atento podia adivinhas por trás daquela impassibilidade aparente ou contraída as ruínas de um coração desenganado. Assim era: a experiência que foi precoce, produzira em Luís Garcia um estado de apatia e cepticismo, com seus laivos de desdém. O desdém não se revela por nenhuma expressão exterior; era a ruga sardônica do coração. Por fora havia só a mascara imóvel, o gesto lento e as atitudes tranquilas. Alguns poderiam temê-lo, outros detesta-lo, sem que merecesse execração nem temor. Era ofensivo por temperamento e por cálculo. Com um célebre eclesiástico, tinha para si uma onça de paz vale mais que uma libra de vitória. Poucos lhe queriam deveras, e esses empregavam mal a afeição, que eles não retribuía com afeição igual, salo dua exceções. Nem por isso era menos amigo de obsequiar. Luis Garcia amava a espécie e aborrecia o indivíduo. Quem recorria a seu préstimo, era raro que não obtivesse favor. Obsequiava sem zelo, mas com eficácia, e tinha a particularidade de esquecer o benefício, antes que o beneficiado o esquecesse. A vida de Luis Garcia era como a pessoa dele, - taciturna e retraída. Não fazia nem recebia visitas. A casa era de poucos amigos; havia lá dentro a melancolia da solidão um só lugar podia chamar-se alegre; eram as poucas braças de quintal que Luis Garcia percorria e regava todas as manhãs..."
(Láia Garcia - Capítulo Primeiro - Editora Nova Aguilar)
"... eram as poucas braças de quintal que Luis Garcia percorria e regava todas as manhãs..." No período composto, a oração destacada, classifica-se como: