O campo da psicoterapia de orientação analítica na infância responde a necessidades crescentes de cuidados à população nessa etapa da vida. Caracteriza-se como umas das terapias da fala que focaliza, sobretudo, a relação entre o psicoterapeuta e seu paciente, e que herdou da psicanálise importantes contribuições. A psicoterapia de orientação analítica aplicada a crianças e adolescentes pressupõe treinamentos teóricos e técnicos específicos. Os analistas de crianças foram os pioneiros nessa direção porque o trabalho com crianças os fez reconhecer as limitações da técnica tradicional. Eles têm como objetivo a melhora da qualidade de vida do paciente e com este fim estabelecem um relacionamento afetivo com o seu paciente, buscando dar sentido ao que acontece entre eles, e criam condições para elaboração e exploração de pensamentos e comportamentos (CORDIOLI, 2008). No entanto deve-se considerar algumas especificidades em relação à psicoterapia de crianças:
I. Linguagem, capacidade cognitiva e vivências devem ser avaliadas de acordo com a etapa evolutiva da criança;
II. Compreensão limitada sobre os motivos da indicação do tratamento e sobre seus benefícios na vida atual e futura;
III. Menor capacidade para suportar a dor psíquica;
IV. Maior grau de confusão e temor ao acercar-se intimamente de um estranho;
V. Dependência física e emocional dos pais.
Dentre as especificidades citadas acima ante as regras da psicoterapia de orientação analítica aplicada a crianças, escolha a mais coerente segundo o autor citado: