Jane Castro e Marilza Regattieri, no documento Interação escola-família: subsídios para práticas escolares, defendem que a compreensão mais apurada das condições de vida e da cultura dos alunos pode gerar mudanças produtivas no planejamento pedagógico e na relação professor-aluno. As autoras lembram que, desde o fim dos anos 1960, pesquisas já constatavam que as expectativas dos docentes funcionam para seus alunos como uma profecia autorrealizadora, segundo a qual os professores tendem a tratar os alunos conforme expectativas prévias, que terminam por influenciar o desempenho efetivo da turma. Conforme apontam as autoras, essa profecia autorrealizadora também é conhecida como efeito