No caso do ensino superior, registrou-se nos últimos anos grande aumento na abertura de novos cursos, fato este que reflete a demanda cada vez mais acentuada por vagas nesse nível de ensino por parte de estudantes que estão concluindo ou que já terminaram o ensino médio. Apesar disto, o Brasil é um país em que apenas uma pequena elite possui diploma universitário: segundo o IBGE, são 5,8 milhões de pessoas, o que equivale a 6,8% da população com mais de 25 anos. Destes, 59,7% estão concentrados na região sudeste. Os brancos têm quatro vezes mais acesso ao ensino superior que os afrodescendentes e indígenas. E, como tem sido amplamente divulgado, grande parte dos novos cursos superiores privados apresenta discutívelqualidade de ensino. O crescimento na abertura de vagas na educação superior gerou uma redução na relação candidato-vaga nesse nível de ensino: segundo o MEC/INEP, em 1997 havia 3,9 inscrições por vaga ofertada, número este que diminuiu para 3,0 em 2001. Porém, a redução na relação candidato-vaga é registrada apenas na rede privada de ensino. Na rede pública, a concorrência é maior: em 1997, a relação candidato-vaga era de 7,4, passando para 9,3 em 2001. O próprio MEC (em relatório de 2002, intitulado “Geografia da Educação Brasileira”) informa que o aumento na oferta de vagas no sistema de ensino superior público não foi suficiente para reduzir a concorrência. Evidentemente, como são gratuitas e consideradas de melhor qualidade, as instituições públicas atraem um número cada vez maior de candidatos. E acaba tendo acesso a estas escolas apenas uma elite de alunos que pôde investir nos estudos e que foi mais bem preparada nas boas escolas privadas de ensino médio.
(Instituto PRATTEIN – Empresa de consultoria em políticas, programas e pesquisas nas áreas de educação e desenvolvimento social).
De acordo com o excerto acima, assinale a alternativa CORRETA.