127 países aderem ao Protocolo de Cartagena
Em vigor desde setembro de 2003, o Protocolo de Cartagena sobre biossegurança é um tratado ambiental que tem como objetivo contribuir para garantir um nível considerado no transporte, manuseio e uso de organismos vivos modificados (OVMs), conhecidos popularmente como transgênicos. O intuito é evitar que os produtos geneticamente alterados causem prejuízos à saúde pública e à biodiversidade. Atualmente, 127 países já aderiram ao protocolo, incluindo o Brasil. Medidas têm sido estudadas e adotadas para assegurar a liberação de um organismo geneticamente modificado sem que este possa representar um produto prejudicial ao meio ambiente ou à vida das pessoas. Avaliações de risco, troca de informações entre países, conscientização e participação quanto à segurança do transporte e manuseio em relação à conservação são alguns dos objetivos previstos no protocolo e em discussão no país e no mundo. Os temas discutidos incluem o detalhamento das informações referentes à identificação dos carregamentos de transgênicos destinados à alimentação humana, animal e ao processamento, avaliação da possibilidade de criação de um regime de responsabilidade e compensação e a forma com que as cargas serão identificadas, se os produtos deverão apresentar a expressão “pode conter OVMs”. Este posicionamento ainda não tem consenso dentro e entre países.
Jornal do Comércio. RJ, 19/12/2005 (com adaptações).
A partir das idéias do texto acima, julgue o item seguinte.
O Protocolo de Cartagena se aplica ao comércio, à armazenagem, à identificação e ao uso de organismos vivos resultantes da transgenia, que possam ter efeitos adversos na conservação e no uso sustentável da diversidade biológica, além de riscos para a saúde humana, decorrentes do movimento transfronteiriço.