A frustração com os resultados da biomedicina, crescentemente
caudatária dos interesses do complexo médico industrial, e
responsável ela própria por provocar riscos e danos, fez com que
surgisse, a partir sobretudo da década de 1960, e em várias
partes do mundo ocidental, um pensamento crítico ao modelo e
voltado para revalorizar as dimensões sociais e culturais
determinantes do processo saúde-doença, ultrapassando o foco
exclusivo de combater a doença somente depois de instalada.
Considerando esse contexto, julgue os itens a seguir.
A doença não é mais que um constructo que guarda
relação com o sofrimento, com o mal, mas não lhe
corresponde integralmente. Quadros clínicos semelhantes,
ou seja, com os mesmos parâmetros biológicos,
prognóstico e implicações para o tratamento, podem afetar
pessoas diferentes de forma distinta, resultando em
variadas manifestações de sintomas e desconforto, com
comprometimento diferenciado de suas habilidades de
atuar em sociedade.