Um paciente de 65 anos, com antecedente de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica por mais de 15 anos, além de obesidade (85kg e altura 1,62m) e dislipidemia, em tratamento médico irregular, sem controle clínico adequado, foi encaminhado para o ambulatório de Nefrologia para acompanhamento, devido à elevação das escórias nitrogenadas e edema corporal. Após a avaliação inicial, foram constatados, por meio de exames laboratoriais: creatinina = 3mg/dL (VR: 0,5 – 1,3), ureia = 90mg/dL (VR 20 – 50), colesterol total = 280mg/dL, HDL = 35mg/dL, triglicérides = 235mg/dL, ácido úrico = 8,5mg/dL (VR 3,5 – 7,0), glicemia = 210mg/dL, glicemia pósprandial = 250mg/dL, cálcio = 8mg, fósforo = 6mg (VR 3,5 – 5,0), Hb = 10,5g/dL, Ht = 32,5%, potássio = 5mEq/L; US com rins de tamanho, forma e ecogenicidade dentro do normal, com espessura corticomedular pouco reduzida. Fundo de olho com retinopatia proliferativa grau II. Com base nesses exames, o paciente foi considerado como portador de nefropatia crônica, secundária à nefropatia diabética e hipertensiva. Sobre a insuficiência renal crônica, pode-se afirmar que: