O som que vai animar o Brasil
Wilson Aquino (waquino@istoe.com.br)
Saiu a lista das músicas que serão ouvidas sem parar nos próximos meses. Nas lojas a partir da segunda-feira 12, o CD “One Love, One Rhythm: Álbum Oficial da Copa do Mundo da Fifa 2014” reúne 17 faixas com as canções escolhidas pela gravadora Sony Music e pela organizadora do evento. Apenas oito artistas brasileiros foram selecionados: Alexandre Pires, Arlindo Cruz, Bebel Gilberto, Carlinhos Brown, Preta Gil, Psirico, Rodrigo Alexey e Sérgio Mendes. Eles dividem microfones com astros latinos como Rick Martin, Jennifer Lopez, Pitbull e Shakira, além do lendário guitarrista mexicano Carlos Santana. No clima “não vai ter Copa”, o álbum chega como alvo de críticas. “Então, Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo, que teriam uma qualidade melhor, não estão no disco porque pertencem à gravadora rival Universal?”, reclama o crítico Mauro Ferreira. O pesquisador Ricardo Cravo Albin engrossa o coro, diz que faltou brasilidade: “É um disco mundial, mas eles foram ingratos em não contemplar mais o país do futebol e do samba. É descartável demais.”
Com seu grande potencial de divulgação dos cantores, o CD bem que poderia ter investido mais no time canarinho. Segundo o cantor e compositor Carlinhos Brown, que participa com uma parceria com Sérgio Mendes (“One Nation”), o lobby nacional foi fraco. “A Fifa é quem toma as decisões. Não questiono. Falta é mais interlocução para a gente aproveitar melhor nossas oportunidades”, diz ele. Do lado da Fifa, o elenco é um verdadeiro dream team. “Os fãs de futebol e de música de todo o mundo vão adorar a grande combinação entre as melhores estrelas internacionais e os fantásticos artistas brasileiros”, afirma Thierry Weil, diretor de marketing da federação. “O álbum vai oferecer um ritmo contagiante ao futebol que veremos no Brasil.” O time titular não reclama. Nem tem como, caso de Márcio Victor, da banda Psirico. “Quem escolheu o repertório está atento ao que acontece no Brasil. O „Lepo Lepo" é a música mais cantada nos estádios”, diz. [...]
Para o consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, esse tipo de disco é um item menor na megaoperação da grande festa esportiva. “Os projetos de marketing, como música tema, camarotes padronizados e venda de produtos licenciados existem mais para fortalecer a marca Fifa”, afirma Somoggi. O historiador carioca Carlos Eduardo Lima, colaborador da revista “Rolling Stone”, concorda que o CD “não é uma obra que a pessoa consuma pelo valor artístico”, mas reconhece a importância do lançamento. “A pessoa compra porque quer que a Copa faça parte da vida dela. É mais uma lembrancinha do evento. Quando acabar a Copa, ninguém ouve mais.”
Adaptado do site:
http://www.istoe.com.br/reportagens/362168_O+SOM+QUE+VAI+ANIMAR+O+B
RASIL, 08 de novembro de 2015.
http://www.istoe.com.br/reportagens/362168_O+SOM+QUE+VAI+ANIMAR+O+B
RASIL, 08 de novembro de 2015.
Assinale a alternativa em que os termos sublinhados exercem a função sintática de objeto direto: