Texto para a questão.
A capacidade de associação, ou o poder de conectar perguntas, problemas ou ideias de campos distintos e aparentemente sem nenhuma relação entre si, é fundamental no DNA do inovador. É o chamado efeito Médici, em alusão à explosão criadora deflagrada em Florença quando o clã Médici reuniu gente de toda uma série de disciplinas — escultores, cientistas, poetas, filósofos, pintores, arquitetos — na cidade. A interação de todos fez brotar novas ideias no cruzamento das disciplinas, o que deu origem ao Renascimento, uma das eras mais criativas da história.
Para entender como funciona a associação, é importante saber como a mente opera. O cérebro não guarda informações como em um dicionário, em que o verbete “teatro” vai estar na letra “T”. Nele, a palavra “teatro” é associada a experiências distintas por nós vividas. Algumas são lógicas, outras menos óbvias. Quanto maior a variedade de experiências e de conhecimento, mais conexões o cérebro pode fazer. Coisas novas produzem novas associações; para alguns, isso leva a novas ideias. É como volta e meia diz Steve Jobs: “Criatividade é ligar as coisas”.
Jeffrey H. Dyer, B. Gregersen e Clayton M. Christensen.
O DNA do inovador. In: Harvard Business Review, vol. 87, n.º 12, dez./2009 (com adaptações).
De acordo com o texto,