Magna Concursos
2358382 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS

Sonhando

Um dia, oh linda, embalada

Ao canto do gondoleiro,

Adormeceste inocente

No teu delírio primeiro,

- Por leito o berço das ondas,

Meu colo por travesseiro!

Eu, pensativo, cismava

Nalgum remoto desgosto,

Avivado na tristeza

Que a tarde tem, ao sol-posto,

E ora mirava as nuvens,

Ora fitava teu rosto.

Sonhavas então, querida,

E presa de vago anseio

Debaixo das roupas brancas

Senti bater o teu seio,

E meu nome num soluço

À flor dos lábios te veio!

Tremeste como a tulipa

Batida do vento frio...

Suspiraste como a folha

Da brisa ao doce cicio...

E abriste os olhos sorrindo

Às águas quietas do rio!

Depois - uma vez - sentados

Sob a copa do arvoredo,

Falei-te desse soluço

Que os lábios abriu-te a medo...

- Mas tu, fugindo, guardaste

Daquele sonho o segredo!...

Autor: Casimiro de Abreu (adaptado).

Acerca dos aspectos semânticos e gramaticais, analise as partes que seguem: Na última estrofe do poema tem-se duas ocorrências de mesóclise (1a parte). Os verbos Tremeste e abriste estão conjugados na 2º pessoa do singular (2a parte). O vocábulo desgosto estabelece uma relação de sinonímia com o vocábulo tristeza (3a parte).

Das partes, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S):

 

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