É para ter medo?
Para Gabriel Garcia Márquez (1927-2014), capaz de criar inesquecíveis cidades imaginárias e personagens fantásticos, delicado mesmo era o olhar para o comportamento banal do ser humano. Escreveu o Nobel de Literatura em 1980: “O único medo que nós, latinos, confessamos sem vergonha e até com um certo orgulho machista é o medo de avião. Talvez porque seja um medo diferente, que não existe desde nossas origens, como o medo do escuro ou o próprio medo de que se perceba que sentimos medo. Pelo contrário: o medo de avião é o mais recente de todos, pois só existe a partir do momento em que se inventou a ciência de voar, há apenas 77 anos”. O medo de tubarões é ancestral. Há relatos da ferocidade dos cães marinhos em textos da Grécia antiga. [...]
(Pieter Zalis e Renata Lucchesi, Veja, 29/07/15, p.89, fragmento)
Entre as duas últimas frases do texto, há um ponto final. Contudo, percebendo-se a relação semântica que existe entre elas, seria possível substituir esse ponto criando um período composto relacionado por um conectivo:
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