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A hora do empurrão
Quem escreve tem sua lista de temores associados à atividade. A ideia que teima em escapar, a frustrante busca pela
palavra exata, a incerteza sobre a adequação do tom, a tela
vazia, onde um cursor piscando lembra que a passagem do
tempo é insensível a prazos editoriais. Mas o maior medo é
não ser lido ou, pior, ser lido com indiferença.
Elogios não são apenas uma questão de gentileza. Eles
podem fazer a diferença entre o êxito e o fracasso de um
aspirante a profissional. Não falo daquelas palavras protocolares, mas da expressão de uma avaliação genuína, que
procura no detalhe o motivo para reconhecer o engenho e a
arte de quem escreveu. Menciono escrita por ser algo com
que, até por conta desta coluna, já estou hoje mais acostumada. Mas o estímulo é algo decisivo para pretendentes a
qualquer atividade, sobretudo os jovens, muitos deles talentosos e inseguros.
Às vezes subestimamos o poder do estímulo. Costumamos refletir sobre o que fazer para mudar nossa vida, mas
esquecemos de estimular quem está ao nosso redor. Uma
ajuda concreta ou uma palavra certeira têm o poder de renovar energias, encorajar, dar a confiança necessária para que
um amigo, um colega, um parente, persista em seu objetivo.
Encorajar é também fazer alguém encarar suas dificuldades. Uma vez superado o obstáculo, não há limites para
o crescimento pessoal. Apoiar alguém é uma forma de cultivar talentos, não de criá-los. Quando estendemos a mão não
plantamos a semente da motivação, mas premiamos a força
de vontade que há no outro. É uma via de mão dupla. Afinal,
ao estimular alguém, construímos nosso próprio legado.
(Lucila Diniz. Veja, 03.02.2022. Adaptado)
Não falo daquelas palavras protocolares, mas da expressão de uma avaliação genuína, que procura no detalhe o motivo para reconhecer o engenho e arte de quem escreveu.
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