Paciente feminina, um ano, portadora de cirrose secundária à atresia biliar, é levada a atendimento em Emergência Pediátrica, apresentando história de irritabilidade, distensão e desconforto abdominal. Não apresenta febre ou sangramento. Encontra-se em uso de espironolactona e vitaminas A, D e E. Ao exame físico, encontra-se irritada, edemaciada, ictérica, bem perfundida, com sinais vitais estáveis, circulação colateral abdominal visível, ascite grau II, esplenomegalia e sinais periféricos de doença hepática crônica, sem outras particularidades ao exame físico. Os resultados dos exames laboratoriais estão apresentados na tabela abaixo.
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Exames Laboratoriais |
Resultados |
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Hemoglobina; Hematócrito |
7,6g/dL; 22 |
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Leucograma |
8940 (17% bastões, 1% mielo, 1% meta) |
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Plaquetas |
68.000/μL |
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INR |
1,62/μL |
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Albumina |
1,8g/dL |
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Gama GT |
148 U/L |
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Bilirrubinas |
BT 12,8mg/dL; BD 10mg/d |
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AST |
314 U/L |
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ALT |
198 U/L |
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Ureia; Creatinina |
87mg/dL;0,9mg/dL (anterior: 0,5mg/dL) |
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Sódio, Potássio |
123mEq/L; 6,0 mEq/L |
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Gradiente Albumina Soro – Ascite |
1,3g/dL (1,8 – 0,3g/dL) |
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Proteínas Totais (ascite) |
0,8g/dL |
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Glicose (ascite) |
92mg/dL |
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Celularidade Total (ascite) |
1186 células/μL |
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Polimorfonucleares (ascite) |
296 células/μL |
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Cultura (BACTEC): |
Ausência de crescimento bacteriano |
Considerando-se a suspeita clínica, prescreve-se cefalosporina de 3ª geração. Nesse caso, qual o plano terapêutico mais adequado?