Podemos definir as cidades como agrupamentos de população que não produzem seus próprios meios de subsistência alimentar. A existência das cidades pressupõe, portanto, desde a sua origem, uma divisão técnica, social e espacial da produção, e implica trocas de natureza diversa entre aqueles que produzem os bens de subsistência e os que produzem bens manufaturados (artesãos), bens simbólicos (religiosos, artistas etc.), o poder e a proteção (guerreiros). A dinâmica da urbanização está ligada ao potencial de interação oferecido pelas cidades, à sua “urbanidade”, ou seja, à potência multiforme que gera o reagrupamento de uma grande quantidade de pessoas em um mesmo lugar. O crescimento das cidades esteve correlacionado, ao longo da história, com o desenvolvimento dos meios de transporte e armazenamento dos bens necessários para abastecer populações crescentes em qualquer estação do ano. Também esteve vinculado às técnicas de estocagem das informações necessárias à organização do trabalho e das trocas, como demonstra o aparecimento conjunto da escrita e da contabilidade.
François Ascher. Os novos princípios do urbanismo. São Paulo: Romano Guerra, 2010, p. 19 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado, julgue os itens a seguir.
Sob a perspectiva da evolução urbana, uma cidade resiliente é aquela capaz de permanecer continuamente ocupada ao longo de sua existência, a despeito de adversidades, obstáculos e pressões.