A educação escolar em assentamentos indígenas é um tema que gera muita polêmica entre pensadores que se preocupam com a preservação e o desenvolvimento das culturas indígenas pós colonização.
Isso ocorre, principalmente, pelas consequências contraditórias da educação escolar nesses assentamentos, que sob determinadas óticas enfraquece a autonomia e as práticas culturais das diferentes culturas indígenas; mas, sob outras, acaba se tornando um elemento de resistência e disseminação dessa cultura.
Podemos dizer, por exemplo, que a educação escolar indígena promove o ensino das línguas indígenas e suas tradições às novas gerações; ainda, é através dessa escola que os diferentes índios podem adquirir conhecimentos (políticos, econômicos, culturais, jurídicos, etc.) necessários para que possam se manifestar e reivindicar seus direitos enquanto etnia.
Na contrapartida dessa perspectiva, a educação escolar indígena é vista como um elemento que continua um processo de colonização da cultura europeia sobre as culturas indígenas do Brasil, na medida em que: