As doenças neurológicas representam um desafio significativo para a medicina moderna, abrangendo desde transtornos neurodegenerativos até distúrbios neuromusculares complexos. A abordagem para o tratamento e prevenção dessas condições é multifacetada, incorporando avanços em neurociência, genômica e tecnologia médica. Terapias inovadoras, como a estimulação cerebral profunda para doença de Parkinson e terapia gênica para atrofia muscular espinhal, estão revolucionando a forma como encaramos essas doenças. A prevenção, cada vez mais, se concentra em intervenções precoces baseadas em marcadores genéticos e fatores de risco identificáveis, com estudos longitudinais robustos guiando estratégias de intervenção.
Em relação ao tratamento e prevenção de doenças neurológicas, identifique as afirmações verdadeiras com base em evidências científicas sólidas:
I - O uso de estatinas, medicamentos comumente prescritos para redução do colesterol, demonstrou comprovação científica em reduzir o risco de desenvolver demência em idosos, conforme mostrado em um estudo populacional de longo prazo conduzido pelo Journal of the American Medical Association.
II - A dieta cetogênica mostrou eficácia em reduzir a frequência e a intensidade das convulsões em pacientes com epilepsia refratária, como corroborado por uma revisão sistemática de ensaios clínicos controlados.
III - A administração intravenosa de alteplase, um ativador de plasminogênio tecidual, dentro de 4,5 horas após o início do acidente vascular cerebral isquêmico, foi validada em múltiplos ensaios clínicos randomizados como uma intervenção que melhora significativamente os resultados pós-AVC.
IV - A terapia de estimulação cerebral profunda tem demonstrado melhorias duradouras nos sintomas motores de pacientes com doença de Parkinson, como evidenciado em um estudo clínico randomizado publicado no New England Journal of Medicine.
V - A suplementação com ácido docosahexaenoico (DHA), um tipo de ômega-3, não apresentou benefícios significativos na melhoria dos sintomas cognitivos em pacientes com doença de Alzheimer em um ensaio clínico multicêntrico publicado no Alzheimer's & Dementia.