Vinod Thomas, um dos diretores do BIRD, acaba de lançar livro no qual sustenta visão que a ortodoxia da política econômica brasileira ainda se recusa a compartilhar: a de que a manutenção do patrimônio natural nacional é o único jeito de acabar com a pobreza. “É impossível ter crescimento de qualidade, de longo prazo, sem proteção ambiental, sem medir a poupança total — não só a poupança financeira. Quer dizer, o país pode ter uma poupança de 15% a 17% do PIB, mas, se, ao mesmo tempo, destrói o patrimônio natural, restam apenas cerca de 10%. E, com 10%, o país não vai crescer. A experiência do Brasil é chave para esse debate”, afirma o autor.
BIRD apóia carbono de floresta, diz diretor. In:
Folha de S.Paulo, p. A14, 29/12/2005 (com adaptações).
Acerca do tema abordado no texto acima, julgue o seguinte item.
O texto sugere que a política econômica brasileira ainda não atribui ao patrimônio natural papel fundamental para a eliminação da pobreza no país. Além disso, sugere que, ao restringirem à poupança financeira, no debate econômico, a discussão sobre a poupança nacional, formuladores de políticas públicas não reconhecem que o crescimento sustentável, definido no texto como sendo de qualidade e por longo prazo, é contingente na proteção ao patrimônio nacional.