Sônia tem 50 anos e foi encaminhada para perícia de sanidade mental para fins de processo administrativo a que está respondendo após ter sido encontrado, no ambiente de trabalho, em um armário guardado a chave, caixas com dezenas de objetos de colegas, incluindo prendedores de cabelo, pen drives, fones de ouvido, canetas esferográficas, borrachas, lapiseiras, carimbos e um relógio de bolso. Sônia confessa ter sido ela mesma quem pegou esses objetos, geralmente quando está sozinha no departamento e sente um forte desejo e excitação em pegar. Às vezes, utiliza um ou outro objeto. Já pensou em devolver escondido, doar ou vender as caixas, mas isso nunca ocorreu. Teme consequências legais e morais, sente vergonha, refere sintomas depressivos persistentes. Evita contato com familiares, nunca os recebe em casa.
A assistente social do serviço de perícias realizou uma visita domiciliar à paciente e elaborou um relatório descrevendo que Sônia vive sozinha, que os vizinhos a conhecem de forma superficial, que sua casa tem muitos objetos, inclusive muitas caixas, frascos vazios, inclusive em áreas de circulação.
A respeito do caso descrito, NÃO é correto afirmar: