O estresse pós-traumático é caracterizado por sintomas como ansiedade e depressão e está relacionado à lembrança de algum evento traumático que envolva ameaça à vida ou à integridade física, como assaltos, sequestros ou acidentes graves. O problema afeta 6% da população mundial, 420 milhões de pessoas. Um medicamento que fosse eficaz contra ele poderia melhorar a vida de muita gente. As substâncias capazes de apagar memórias ruins também poderiam ser usadas para tratar dor crônica. Por razões que a ciência ainda não compreende completamente, em alguns casos, mesmo depois de um ferimento físico já ter sido curado, alguns nervos ainda continuam transmitindo sinais de dor na região, como se o corpo tivesse memorizado aquela dor. Em suma, mexer com as memórias pode trazer consequências muito boas. Mas também pode ser extremamente ruim. Para a psiquiatra e bioeticista carioca Marlene Braz, mudar ou apagar memórias poderia trazer consequências até para o sistema jurídico. “Haveria uma tensão entre o direito individual de uma pessoa — que decidiu esquecer — e o direito da coletividade, já que, na prática, isso significaria subtrair evidências de um processo por não podermos contar com o testemunho daquela pessoa”, diz ela.
Superinteressante, out./2012 (com adaptações).
Julgue a adequação de cada trecho apresentado nos itens seguintes para constituir o parágrafo introdutório do texto acima, atendendo à norma padrão e às relações de coesão e coerência.
I Todos nós colecionamos algumas lembranças ruins ao longo da vida. Isso é inevitável, mas, no que depender de pesquisadores de várias partes do mundo, vai deixar de ser. Eles estão trabalhando em um projeto ambicioso: a criação de uma droga que apague memórias ruins, como as sequelas de traumas.
II Assim, você iria a um consultório médico e, sob a supervisão de um terapeuta, relembraria um fato desagradável. Ao mesmo tempo receberia a injeção de uma droga inibidora de proteínas. E, como mágica, aquela memória desaparecia.
III Os cientistas dizem que é preciso fazer mais testes para entender qual é o real efeito disso no cérebro — e saber quais são os possíveis efeitos colaterais, se existirem. Se caso fosse usada de forma descontrolada, a técnica poderia levar à destruição de memórias saudáveis.
É adequado para constituir o 1.º parágrafo do texto o que está expresso