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451115 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Ibaté-SP
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Leia o texto para responder à questão.


A casa do tio Dagoberto


Quando tia Eva saiu com as crianças, vovó, a sós conosco, afinal, falou. Disse que no mesmo dia ia voltar para Ibaté, porque tio Dagoberto não era um bom filho, não puxara aos pais.

– Você é uma ovelha negra – ela acusou titio.

– Que é que eu fiz, mamãe? – meu tio perguntou, estupefato. – Trabalho em dois hospitais, tenho meu consultório...

– Mentiras! – declarou vovó.

E disse mais: que ele devia ser um criminoso ou coisa pior. E eu, pobre de mim, logo estaria no mesmo caminho, desrespeitando a própria avó.

– E não adianta mentir para mim! – afirmou, concluindo a censura: – Sou sua mãe e sei a espécie de bandido que você se tornou!

– Mas que é que eu fiz, mamãe? – gemeu agoniado tio Dagoberto.

– O que é que você fez, isso eu não sei! – declarou, toda pomposa, vovó. – Mas, se não tivesse feito nada de errado, não estaria escondido aqui em São Paulo, onde ninguém te conhece!

Tio Dagoberto abriu a boca e continuou com a boca aberta.

Que é que ele podia dizer?

No meio do silêncio, vovó virou as costas, saiu da sala e ficou trancada no quarto, até o dia seguinte, quando voltou para Ibaté.

E, durante longos seis meses, não dirigiu mais a palavra a mim nem a tio Dagoberto.

(Orlando de Miranda, “A casa do tio Dagoberto” (fragmento).

Em: Sete faces do humor, 1992. Adaptado)

As informações do texto permitem afirmar que a avó do narrador
 

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