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2875281 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Juatuba-MG
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TEXTO 1

A importância da oralidade em todas as etapas da Educação

Um grande número de profissionais do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (Niap) da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME) está convencido de que o desenvolvimento da oralidade deveria receber mais atenção das escolas de Ensino Básico e até mesmo Superior.

“A oralidade é um meio privilegiado de interação e comunicação. Ocupa posição de centralidade nas relações humanas e na constituição da subjetividade. É fundamental aos processos de ensino e aprendizagem”, diz a doutora em Psicologia Analítica Jôse Sales, professora da Universidade Estácio de Sá e psicóloga do Niap.

Ela adverte que, embora seu ensino esteja previsto nas legislações brasileiras sobre currículo, como LDB e BNCC, e seja muito valorizada e trabalhada na Educação Infantil, a oralidade vai, gradativamente, sendo deixada de lado por parte expressiva das escolas, a partir do primeiro ano do Ensino Fundamental. Isso tem consequências. Como dar mais atenção aos aspectos relacionados ao desenvolvimento da oralidade? A psicóloga do Niap dá exemplos de como sua importância é subdimensionada e o que pode ser feito para que isso não aconteça:

"É comum que se peça aos alunos a apresentação oral de um trabalho, mas raramente eles são ensinados a estruturar uma apresentação. É preciso mostrar como podem fazer isso”. A psicóloga considera que a escola deve observar, inclusive, os alunos considerados desenvoltos e bem articulados nas apresentações escolares, pois podem não ter facilidade de se colocarem em outros contextos.

Jôse Sales ainda lembra que é muito comum que as habilidades orais sejam tratadas como inatas: "O aluno A fala muito bem, o aluno B não. Várias vezes, isso é compreendido como um dom natural que A tem. A indagação sobre o que a escola pode fazer para ensinar B a falar melhor, raramente surge. Mas é fundamental que isso aconteça”.

Já em relação à escrita, a percepção costuma ser diferente: “Quando um professor nota que um aluno tem dificuldade na escrita, costuma passar trabalhos extras para ele. Se são muitos com o mesmo problema, a escola até cria turmas de reforço no contraturno. Ou seja, há uma cultura que dá mais importância ao letramento do que à oralidade. É importante que se entenda que todos os aspectos da língua são relevantes - escutar, falar, ler e escrever. Criar uma hierarquia entre esses processos é prejudicial”.

(Fonte:http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/17018-aimport%C3%A2ncia-da-oralidade-em-todas-as-etapas-da-educa%C3%A7%C3%A3o. Acesso em 17/06/2022.Texto adaptado)

Com base em seus conhecimentos e no texto “A importância da oralidade em todas as etapas da Educação”, são consideradas formas do professor trabalhar a linguagem oral em sala de aula, exceto:

 

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