Texto para a questão
Já está desmitificada a idéia de que a região compartilhada pelo Brasil e países vizinhos do Oeste e do Norte seja uma floresta compacta. Mesmo na época do país pré-cabralino, o território amazônico era diversificado. Compreendia desde árvores altíssimas até campos com vegetação baixa em seu entorno. Depois da chegada do colonizador à região, através dos séculos, a exploração extrativista de recursos vegetais, desde o seringalismo à colheita da castanha-do-pará, se causou prejuízos ambientais, foram mínimos.
Mas é a exploração madeireira irracional mais devastadora que ameaça a sobrevivência da floresta e contribui para o agravamento do efeito estufa.
Nas décadas de 70 e 80 do século passado, foram denunciados incêndios propositais na região, provocados por proprietários rurais, com o objetivo de aproveitar os espaços para a pecuária. A cada ano, voltam a ocorrer focos de fogo, em uma situação ainda preocupante. Ao mesmo tempo, os conflitos de terras com pessoas assassinadas ou massacradas têm sido uma página negra que protela soluções para os problemas fundiários do país.
Outra questão permanente é a indígena. As reivindicações dos índios, primeiros habitantes da região, têm de ser acatadas e sua sabedoria sobre a floresta deveria receber mais atenção dos administradores do país. Apesar de, desde 1961, existir o Parque Nacional do Xingu, idealizado pelos sertanistas irmãos Vilas Boas como uma espécie de Estado Índio, a situação é precária para representantes desses povos que sobrevivem nos rincões da Amazônia.
O Povo, 27/1/2007 (com adaptações).
Em relação ao texto, assinale a opção correta.