TEXTO I
Em casa, Iberê menino traçava a memória da infância. A mãe, concentrada no coser das roupas, mal escutava o lápis de ponta grossa riscar a vida por baixo da mesa. Os carretéis sem linhas ficavam ali, amontoados de solidão. Quando perdiam sua razão de ser para a realidade da mãe, eles desenrolavam longos fios no ar do olhar menino de lberê.
TEXTO II

CAMARGO, I. Carretéis 4. Serigrafia, 13,4 × 23,4 cm.
Fundação lberê Camargo, Porto Alegre, 1959.
A multiplicidade das formas, presente em Carretéis 4, de Iberê Camargo, sugere que