Magna Concursos
2381058 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: SAD-PE

TEX TO I

Sua carreira em tempos de guerra

A complexidade da sociedade moderna está cada vez maior – e afeta a nossa vida de forma intensiva. De nada adianta querer assumir uma postura de alienação ao que acontece ao nosso redor, sejam eventos próximos ou distantes geograficamente. Tanto a guerra no Iraque como a violência urbana ou o crescimento da infiltração do crime organizado na realidade brasileira exigem de todos um posicionamento. E mais: exigem uma estratégia eficaz para manter o foco nos projetos de vida e de carreira.

O resultado é que temos de administrar uma equação cada vez mais presente em nossas vidas: a combinação entre algo que é finito e o que é infinito. De finito, há o tempo e a vida que cada um de nós dispõe. O dia ainda continua tendo 24 horas e cada uma delas, 60 minutos. Nossa capacidade de atenção e retenção de informações também tem seus limites. De outro lado, o volume de informações só tende a crescer. Cabe a cada pessoa manter-se informada para tomar decisões nos seus distintos papéis e responsabilidades. Em fases como a que estamos passando, os cuidados e as recomendações são simples, sem grandes novidades, mas podem fazer a diferença entre “tocar a vida” ou ter uma vida com qualidade.

  • Fixe prioridades – lembre-se sempre de que o prioritário é algo que combina urgência com importância. Nem tudo o que é importante é urgente, e vice-versa.
  • Controle os fatores que geram ansiedade – um bom começo para conseguir melhor qualidade de vida é observar aquilo que cria ansiedade.
  • Analise o seu momento de vida – em que fase – idade, carreira, relacionamentos, saúde física e mental – você se encontra? Tem muita ou pouca energia? É competitivo ou evita confrontos? Faça um balanço realista e estabeleça metas.
  • Crie momentos de isolamento – vivemos num mundo com muitas demandas. Permita-se alguns instantes; de preferência, consiga se isolar.

Enfim, é evidente que a lista poderia continuar. Mas não existem receitas mágicas. Compreender que a felicidade não é um estado permanente, mas uma busca constante – e ninguém lhe dará uma receita. Esta é uma responsabilidade sua que não pode ser entregue a gurus, chefias ou empresas. O compromisso de transformar seus desafios em oportunidades não pode ser delegado. É unicamente seu.

(Texto adaptado de BERNHOEFT, R. Revista Você S/A – Edição 58 – abril/03)

TEXTO II

A doença da pressa

A “doença da pressa” parece acometer cada vez mais indivíduos no mundo atual. Não se sabe exatamente se as exigências da atualidade estão gerando esse padrão comportamental, ou se as pessoas que sofrem da pressa e afobação já nascem com essa tendência. Também existem estudiosos que acreditam que o modo de criação das crianças pode contribuir para o desenvolvimento dessa característica. Mas o que é a “doença da pressa”?

Trata-se de um conjunto de ações e emoções que inclui ambição, agressividade, competitividade, impaciência, tensão muscular, estado de alerta, fala rápida e enfática e um ritmo de atividade acelerado. Essas características se constituem em um estilo de vida que inclui muitas demandas, segundo o qual a pessoa está sempre pressionada pelo tempo, que se torna curto para a realização de tantas tarefas. Muitas das pessoas acometidas pela “doença da pressa” passam toda a sua vida queixando-se de tanto trabalhar, de como precisam correr para dar conta de todas as suas atividades, reclamam da competitividade no trabalho, das exigências de produtividade, de prazos irreais, enfim, de como sua vida é difícil. No entanto, observa-se que, na maioria das vezes, são elas próprias que transformam suas vidas nesse corre-corre sem fim. Essas pessoas, portanto, costumam ser vítimas de si mesmas e de um estilo de vida estressante auto-produzido.

Normalmente, pessoas com a “doença da pressa” se sentem valorizadas por serem capazes de manter um ritmo cada vez mais rápido e uma intensidade cada vez maior nas atividades em que se engajam. Envolvem-se em lutar para alcançar metas, sendo super-conscienciosas e dedicadas ao trabalho. Costumam se esforçar para sempre se superarem nas tarefas, até mesmo no lazer, ocupando todo o seu dia com alguma tarefa e experimentando sentimentos de culpa quando estão paradas.

Apesar de o mundo moderno estar exigindo do ser humano cada vez mais conhecimento, aprimoramento e dinamismo, nem todas as pessoas apresentam a “doença da pressa”. Algumas pessoas conseguem manter um ritmo mais lento, serem mais contemplativas e planejarem suas ações, vivendo a vida de modo bastante diferente dos superapressados. No entanto, se a pessoa não acompanhar o ritmo exigido pela sociedade contemporânea, pode ter sérias dificuldades de adaptação, observando-se a necessidade de um misto de comportamentos mais apressados e mais lentos que devem ser acionados dependendo da situação. Esse manejo é fundamental para uma boa qualidade de vida.

(Texto adaptado de NOVAES, L. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico – SBPC http://www.comciencia.br/comciencia)

As ideias defendidas no segundo parágrafo do texto I “Sua carreira em tempos de guerra” coadunam-se com a seguinte proposição inferida do texto II “A doença da pressa”: qualidade de vida é um conceito que envolve:

 

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