As questões 15 e 16 referem-se ao texto seguinte:
A economia do crime
Especialistas em segurança atribuem o número crescente de seqüestros em São Paulo à eficiência no combate as outras categorias de crimes. “Quadrilhas agem como empresas”, diz – Antônio Carlos Biscaia, coordenador do Projeto Segurança Pública do Instituto Cidadania, do PT. “Quando aumenta a repressão a um certo delito, elas migram para outro mais rentável”, diz. Seguindo essa linha de raciocínio, os seqüestros tomaram o lugar de destaque antes ocupado por assaltos a banco e a carro-forte. “Roubar bancos anda cada vez mais complicado”, diz o advogado criminalista Adriano Salles Vanni. “As agências têm câmeras, portas automáticas e pouco dinheiro nos caixas. Para fazer um grande saque, é necessário avisar o gerente com antecedência”, exemplifica. De 1999 até hoje, os bancos brasileiros investiram R$ 1 bilhão em proteção. Houve um tempo em que seqüestros atingiam apenas pessoas ricas e envolviam quantias descomunais. Hoje, a modalidade de crime se banalizou, avançando sobre a classe média. “O criminoso começa pedindo R$ 500 mil e termina aceitando R$ 5 mil”, diz Vanni. “E a vítima é escolhida na rua, se o carro chama a atenção”, diz. Bandidos inexperientes usam o recurso do cativeiro para extorquir somas modestas. “Estão cada vez mais comuns os seqüestros amadores, sem estrutura sequer para esconder a vítima”, admite Wagner Giudice, da Delegacia Anti-Seqüestro paulista.
(Decio Viotto et al. A economia do crime. Época, 3/9/2001. P. 4, com adaptações.)
Das afirmações seguintes com relação as idéias do texto:
I – Nos últimos três anos, a quantia investida pelos bancos em proteção foi inexpressiva.
II – As pessoas que dirigem carros de grande valor estão menos sujeitas a serem seqüestradas que as que andam a pé ou têm carros populares.
III – Atualmente, um indivíduo de classe média corre menos risco de ser seqüestrado que na década passada.