Vendetta extralírica no Municipal de SP
O Municipal paulistano anuncia temporada lírica, musical e de dança 2016 em meio a crise inédita. Recém-demitido, o diretor-administrativo José Carlos Herencia foi acusado de desvio de milhões, o que teria provocado o cancelamento de pelo menos quatro atrações.
Como em um libreto verdiano, Herencia negou e acusou o capo maestro John Neschling de vendetta. Em meados de dezembro, Neschling subiu ao pódio para obter da Sinfônica Municipal interpretação correta da difícil Quinta de Mahler. “A orquestra está com o mesmo nível da Osesp”, afirmou Neschling, ele próprio o reformador daquele coletivo, antes de briga com o governo estadual.
Pelos metais com frequência inseguros, a Municipal não alcança a congênere, mas transmite o calor que falta à Osesp. Os salários dos principais regentes-titulares paulistanos ainda obedecem a patamares europeus.
Mesmo com seu entorno convertido em camelódromo e ponto de tráfico, o Municipal goza de popularidade inédita, lotado de público ávido pela selfie na escadaria de mármore. De outro lado, o maestro precisa interromper sinfonias para requisitar silêncio.
(http://www.cartacapital.com.br/cultura/bravo/vendetta-extralirica)
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