A vivência de uma incapacidade adquirida, conforme discutido por Oliveira (1994, 1998) e Langer (1994), transcende a esfera orgânica e projeta-se sobre os fundamentos identitários e relacionais do sujeito. O adoecimento ou a limitação física reconfiguram as representações de tempo, espaço e autonomia, produzindo descontinuidades no sentimento de continuidade do self e nas trocas afetivas com o meio. Nessa perspectiva, a experiência de perda não se resume à dimensão corporal, mas à fragmentação simbólica de partes do ego, instaurando ansiedades regressivas e novas demandas de sustentação psíquica e social.
Considerando essas premissas, assinale a alternativa que melhor expressa o entendimento psicológico sobre a experiência da incapacidade adquirida.