Hoje a matemática deixou de ser entendida como a ciência das “certezas” absolutas, da não-contradição incontestável, ou da “exatidão” objetivamente fundamentada. A epistemologia da matemática sofreu uma evolução significativa, paralela à evolução de uma ciência que se abriu às indeterminações e aos conflitos internos de sistemas axiomáticos solúveis a níveis de princípios lógicos cada vez mais vastos, flexíveis e integrativos. Neste contexto, podemos entender que a etnomatemática:
I. Se diferencia da modelagem matemática pelo fato de ter um foco na matemática social, na matemática de um grupo específico, e a primeira na tradução da realidade em matemática acadêmica.
II. Privilegia o raciocínio quantitativo e seu enfoque nem sempre está ligado a uma questão maior, de natureza ambiental ou de produção, e se enquadra em uma concepção multicultural e pragmática da educação.
III. Sua proposta pedagógica é fazer da matemática algo vivo, lidando com situações reais no tempo (agora) e no espaço (aqui), e, através da crítica, questionar o aqui e agora.
IV. Reconhece na educação a importância das várias culturas e tradições na formação de uma nova civilização, transcultural e transdisciplinar.
Está correto o que se afirma apenas em