A razão de eu exigir em nosso diálogo tamanha precisão é sabermos se não há em nós um princípio, sempre o mesmo, com o qual, por meio dos olhos, atingimos o branco e o preto, e, por meio de outros e órgãos, outras qualidades, e se, interrogado, poderias relacionar tudo isso com o corpo. Mas talvez seja melhor que a resposta parta de ti mesmo, em vez de eu formulá-la com tanto trabalho. Dize-me o seguinte: os órgãos por intermédio dos quais sentes o quente e o seco, o leve e o doce, tu os localizas no corpo ou noutra parte?
PLATÃO. Teeteto. Trad. do grego por Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1988, p. 99.
No trecho, Sócrates, ao dialogar,