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4157266 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
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A PALAVRA É NOMOFOBIA

   

As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao vocabulário especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: “a desencadeada um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos em geral.”

   

Pesquisa realizada nos Estados Unidos trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alguns estudos avaliam o vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender as consequências da dependência digital. “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

   

Júlia afirma que o uso abusivo de celular afeta muitas áreas: “Reduz as amizades e os relacionamentos, inclusive com a família. E começa a prejudicar outras atividades, como o rendimento escolar, o rendimento acadêmico ou o trabalho. Não tem hora que a criança ou o adolescente se afastam da tela, eles sofrem de abstinência, que é uma ansiedade, uma disforia, uma irritação muito grande, que só melhora quando volta a ter contato com as telas e que se parece muito com a síndrome de abstinência de drogas e com outros comportamentos que causam vício.”

   

No Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), é comum a chegada de crianças e adolescentes viciados em celular. Neuropediatra do Hospital, Letícia Sampaio alerta que o uso de celulares e outras telas por crianças e adolescentes pode comprometer o desenvolvimento cerebral: “É um processo contínuo e dinâmico, que vai desde o nascimento até o início da vida adulta. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro vai passar por um crescimento rápido com formação de conexões neurais essenciais. Isso inclui o desenvolvimento de habilidades básicas, como a linguagem e a coordenação motora. Até por volta dos seis anos, também ocorre um processo de desenvolvimento intenso das áreas responsáveis pela linguagem e as habilidades motoras mais finas. E, na adolescência, há uma reorganização significativa do cérebro, principalmente nas áreas associadas ao controle dos impulsos e à tomada de decisões. É um período muito importante para o desenvolvimento das habilidades cognitivas superiores e para a maturação do córtex pré-frontal.”

   

Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantil funciona da mesma forma que o cérebro de um adulto: “Sim, a dependência. digital ou o vicio em tecnologia existe.  Os aplicativos são projetados para serem envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar desconectada nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais.

 

CARMO, Ruleandson. “A palavra é nomofobia”. In: Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG: Pesquisa e Inovação. Atualizado em 03/08/2024. Disponível em:  https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-ao-alcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares

 

Nomofobia” é uma palavra formada pela redução da expressão estrangeira no mobile (ou seja, sem celular), unida ao radical grego “fobia”, que significa “medo”, “aversão”. Esse processo de formação de palavras pode ser denominado:

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